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Um memorial dedicado à história de cada vítima do coronavírus no Brasil

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A memória das pessoas tende a se apagar entre os números da tragédia, as políticas públicas, as linhas da história.

O projeto Inumeráveis, realizado pelo artista Edson Pavoni em colaboração com Rogério Oliveira, Rogério Zé, Alana Rizzo, Guilherme Bullejos, Gabriela Veiga, Giovana Madalosso, Rayane Urani e Jonathan Querubina, além de jornalistas e voluntários, mantém um memorial online para honrar cada uma das vítimas da doença no Brasil.

Se você perdeu um familiar ou pessoa próxima, pode escrever uma história ou responder o questionário para que um jornalista escreva a homenagem.

Conheça os detalhes no site www.inumeraveis.com.br

Ver apesar de tudo

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O seguinte artigo de Eduardo A. A. Almeida foi publicado originalmente no jornal Correio Popular. Na sequência, Gisele D. Asanuma lê um capítulo do livro "Assim foi Auschwitz".

Já li uma porção de coisas sobre o holocausto judeu na 2ª Guerra Mundial, ouShoah, em hebraico. Não porque sou aficionado pelo assunto, mas porque qualquer pessoa com um mínimo de sensibilidade e interesse histórico naturalmente se depara com livros, filmes, notícias, obras de arte, exposições, que de alguma maneira mantêm vivo aquele acontecimento. Há pouco li Cascas, misto de relato poético e ensaio produzido pelo filósofo e historiador da arte francês Georges Didi-Huberman após sua visita aos campos de Birkenau, hoje parte do museu de Auschwitz-Birkenau, na Polônia, onde colheu fotografias, impressões – de início intuitivas – e cascas de bétulas. Essas árvores são as poucas testemunhas remanescentes do genocídio perpetrado pelos nazistas naquele empreendimento sociopolítico que perseguiu judeus, en…

E-books gratuitos para a #quarentenaliterária

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Por que a Lua brilha, de Eduardo A. A. Almeida, pode ser baixado gratuitamente até o próximo sábado, 11 de abril. Basta clicar aqui e acessar o site da Amazon.

O autor também participa da 10ª coletânea do Núcleo de Dramaturgia do SESI - British Council. São ao todo 12 peças de escritores brasileiros contemporâneos, publicadas em dois volumes. Basta clicar e baixar os e-books: Volume 1 e Volume 2


Baixe agora mesmo e ajude a espalhar a notícia da #quarentenaliterária. Boa leitura!

#pandemiacritica em alto e bom tom

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A n-1 edições está disponibilizando em seu site a coletânea de textos #pandemiacritica. A ideia é fazer circular pensamentos surgidos no calor dos acontecimentos.

"Trata-se de explorar, ainda que intuitivamente, como esse evento mundial nos chega, perturba, atordoa, chacoalha, e talvez também abra brechas. Alguns dizem que depois disso nada será como antes. Numa era que parecia ter esgotado sua imaginação política, quiçá só uma pancada virótica seja capaz de nos despertar."
Gisele Asanuma leu em voz alta cada um desses textos, que você pode ouvir clicando nos links a seguir:

65. Um país esgotado, de Moacir dos Anjos
64. Moquecar (n)a pandemia, de Rafael Guimarães
63. O que está acontecendo no Brasil é um genocídio, de Eduardo Viveiros de Castro (lido por Paula Chieffi)
62. Esta loucura tem que acabar, de Kay Sara
61. Isto é um ensaio geral?, de Bruno Latour (lido por Paula Chieffi)
60. Corpo-vetor e corpo-utópico, de Daniela Lima
59. Curados até o fim, de Roberto Espos…

Defesa pública da tese de doutorado "Criação à deriva"

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É com alegria que a Isabela Umbuzeiro Valent convida todxs para a defesa pública de sua tese de doutorado Criação à deriva: políticas do cuidado em coletivos incomuns, desenvolvida sob orientação da professora Dra. Eliane Dias de Castro.

A pesquisa foi desenvolvida no Programa Interunidades de Pós-graduação em Estética e História da Arte da Universidade de São Paulo (PGEHA/USP) e teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Quando?
Sexta-feira, 20/03/20, às 14h

Onde?
Auditório do Espaço das Artes da Cidade Universitária
Rua da Praça do Relógio, 160, USP Butantã.
Acompanhe os detalhes no evento do Facebook.

Resumo da tese: esta pesquisa discute os desafios para instauração dos direitos sociais no Brasil após a Constituição de 1988, refletindo sobre as formas como se deram as políticas culturais e de saúde no período, os efeitos do neoliberalismo nos processos de subjetivação e a produção do comum. Como contraponto a esse processo, foram acompanhadas experiência…

Coletivos exploram fronteira entre saúde mental, cidadania e identidade

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Por Hugo Vaz. Publicado originalmente em AUN – Agência Universitária de Notícias.

Há mais de 25 anos, diferentes coletivos artísticos e culturais na cidade de São Paulo têm experimentado a criação de comunidades totalmente inclusivas, acolhendo pessoas com diferentes diagnósticos de saúde mental, vulnerabilidade social e deficiências. O princípio é o mais fundamental possível: todos são aceitos; todos são bem-vindos. Mas se por um lado essa identidade plural desafia a lógica mercadológica e governamental de categorização desses grupos, criando um ambiente de alento, provocação e estímulo, ela também dificulta o acesso dessas populações às políticas culturais e de cidadania.

“É o que vários autores têm chamado de 'comum', um espaço [público] que está para além do que o Estado e o governo conseguem abarcar e também não está no âmbito do privado”. Quem explica é a pesquisadora Isabela Valent, do Laboratório Arte Corpo e Terapia Ocupacional (Pacto), da Faculdade de Medicina da USP…

Bate-papo com o escritor Eduardo A. A. Almeida

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Eduardo A. A. Almeida recebe os amigos Alex Xavier (escritor e jornalista) e Felipe Góes (artista e arquiteto) para um bate-papo sobre literatura e sobre seu livro mais recente, o romance Diante dos meus olhos (editora Reformatório, 2019).

A entrada é gratuita, basta chegar à livraria Zaccara e participar. Convide os amigos!

Fazer-me água para seus olhos

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Janmari não falava nem interagia com qualquer outra criança ou presença próxima. Era fascinado pela água, capaz de passar horas a ver o córrego que cortava os morros de Cévennes, na França, onde os aracnianos da rede de acolhimento se refugiavam. Entre eles se encontrava Fernand Deligny – poeta, educador e etólogo que o adotara. O córrego, o balde içado do poço, a caneca de chá. Dizia-se inclusive que Janmari era capaz de encontrar acessos ao lençol freático onde os “normais” viam apenas terra comum. Como ter certeza? Mais incrível – talvez de fato inacreditável se tomarmos como base a forma hegemônica como nos relacionamos hoje no Ocidente – é que de Janmari nada se cobrava. Tampouco se pretendia retirá-lo do seu viver autista e fazê-lo observar o mundo com olhos “sãos”. A ele era permitido ser, simplesmente, assim como às demais crianças autistas da morada. Imagino o sentimento do pai adotivo, jamais visto pelo menino, sua presença imperceptível. Deligny não podia nem deveria molda…

O II Encontro Internacional Fernand Deligny será semana que vem, no RJ!

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Um grande encontro em torno de Fernand Deligny e do que sua jangada nos faz pensar e produzir hoje está sendo organizado no Rio de Janeiro. Ele contará com a participação da nossa geppsiana Mariana Louver Mendes, entre vários outros pesquisadores, artistas, agentes da saúde, pensadores etc.

As conversas abrangerão práticas clínicas e artísticas, cuidado, comum, diferença, experimentações coletivas e estratégias atuais que buscam manter vivo o curso inventivo da vida, o que implica multiplicidade e diversidade, respeito e desejo pelas várias formas de existir, pelos diversos modos de existência.

Nas palavras de Mariana: "Que a gente se fortaleça enquanto rede e possa juntar os troncos, ajustar os liames, pra lançar jangada a atravessar esse marzão, que pede urgência".

Sua colaboração principal se dará na Casa Jangada, dia 25 de outubro (sexta-feira), com Williana Louzada e Eduardo Passos, conversando sobre "uma outra clínica possível”. Na sequência haverá um almoço colet…

GEPPS e CPF Sesc promovem ciclo de encontros sob o mote da errância como possibilitadora de experimentações no contemporâneo

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Os encontros do ciclo Linhas erráticas pretendem discutir formas contemporâneas de vida e de produção de subjetividade que se manifestam por meio de perambulações, desvios, aventuras, erros e recusas à domesticação.

O conceito, que se inspira no trabalho de Fernand Deligny com crianças e jovens “inadaptados”, se expande de maneiras variadas em mesas que derivam pela clínica, arte, coletivo, política, ética, filosofia, saúde, educação, entre as demais singularidades oferecidas pelos debatedores, trazendo à tona invenções e outros modos de existir, habitar, criar, cuidar e conviver.

29 de outubro, das 14h às 18h15, e 30 de outubro, das 14 às 20h Clique aqui para ver a programação completa e fazer sua inscrição

Mesas de debate:

29/10
14h às 16h
Experiências erráticas em Fernand Deligny e ressonâncias atuais
Com Mariana Louver Mendes e Marlon Miguel

16h15 às 18h15
Errâncias entre arte, estética e política
Com Eduardo A. A. Almeida e Dália Rosenthal

30/10
14h às 16h
Errâncias sismográficas: abala…