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[live] Utopias: como imaginar novos museus?

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O GEPPS recebe o museólogo mineiro André Leandro Silva para uma conversa aberta com o tema Utopias: como imaginar novos museus?


André é autor de uma pesquisa sobre o trabalho artístico “A nova crítica”, de Frederico Morais, que propôs algumas utopias para o museu de arte pós-moderno.
Nesta conversa, queremos levantar pistas daquela produção para pensar: qual é o papel da utopia num museu? Como imaginar novos formatos e relações entre instituição, acervo e público? Como ativar a potência criativa e a crítica sensível dos museus a fim de rever suas formas de captura e ampliar acessos?
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André Leandro Silva é bacharel em museologia pela Universidade Federal de Ouro Preto e Mestre em Estética e História da Arte pela Universidade de São Paulo. Atualmente trabalha no Museu de História Natural e Jardim Botânico da Universidade Federal de Minas Gerais. Foi eleito Conselheiro Municipal de Cultura em Belo Horizonte. Tem se dedicado a pensar a relaçã…

Agora o GEPPS está também no YouTube!

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Acompanhe lá todas as nossas transmissões ao vivo e conteúdos de audiovisual. Teremos uma live já na próxima semana (mais detalhes em breve). 
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Aberta a chamada para o 3º Laboratório de Emergência | COVID-19 | INFLEXÃO: ESTRATÉGIAS E NOVAS NARRATIVAS

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Que tal se juntar a pessoas que acreditam na colaboração e na inovação para
enfrentar os impactos da pandemia da COVID–19? Em tempos de instabilidade
política e de vulnerabilidade socioambiental e cultural, que tal construir
soluções para sua cidade, bairro ou comunidade? Nossos modos de vida se
mostraram insustentáveis e se faz necessário tomar novos rumos. Que futuro
será possível agora?
Essa chamada é dirigida a grupos ou indivíduos que já tenham um projeto
colaborativo ou que querem criar iniciativas colaborativas, sobretudo para
projetos partindo de, e voltadas para, periferias rurais e urbanas. As
propostas serão desenvolvidas em um Laboratório de Emergência, um espaço
virtual de desenvolvimento estratégico, onde seu projeto será conectado a
diferentes recursos e saberes.

A leitura como desregramento de sentidos

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Há livros que me causam uma sensação de abstinência quando deixo de lê-los. Ainda é um mistério por que acontece com alguns e não com outros. Resta essa espécie de nostalgia de uma experiência de vida fictícia, uma vontade de voltar ao que nunca vivi de fato, mas que vivenciei de alguma maneira por intermédio de palavras e imagens. 
Penso se ler poderia mesmo desestabilizar o continuum da vida comum e levar a uma “iluminação profana” – para usar a expressão de Walter Benjamin – por meio dessa embriaguez não alcoólica, quer dizer, sem o uso de outras drogas senão o próprio livro, com o delírio sugerido pelo cheiro de tinta em papel. Uma suspensão de certa ordem que nos abre para outra; pensamento que irrompe de um jogo e remonta toda uma cadeia de significações já formada e banalizada. 
Abrir as páginas de um livro de prosa ficcional implica abrir a mim mesmo e me dispor a encarnar um personagem outro; a possessão da sua existência imaginária, dos seus sentimentos contornados pela sintax…

Tomar distância para desconhecer melhor

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Para desgosto de meus pais, quando criança eu adorava desmontar objetos, sendo a caixa de ferramentas um dos meus brinquedos favoritos. Dos carrinhos de plástico aos rádios de pilha, do sifão do lavabo à base do liquidificador, tudo se reduzia às suas menores peças. Eu também misturava produtos de limpeza e às vezes ateava fogo numa coisa ou outra para ver o que acontecia. Tinha um profundo interesse pela estrutura desses objetos, aliado à curiosidade de saber como se transformariam quando submetidos a condições inusitadas. Hoje sei que fiz isso tudo movido também por outra vontade: a de estranhar aqueles objetos que me eram tão banais, dispostos no meu dia a dia como se estivessem ali desde sempre e para sempre. Desparafusando tampas, removendo fios, forçando lacres e depois remontando tudo numa nova composição disfuncional.
Certa vez, logo que saímos de uma exposição de Mira Schendel no MAM-SP, pedi aos estudantes de graduação que eu acompanhava para descreverem o que tinham visto. N…

Um memorial dedicado à história de cada vítima do coronavírus no Brasil

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A memória das pessoas tende a se apagar entre os números da tragédia, as políticas públicas, as linhas da história.

O projeto Inumeráveis, realizado pelo artista Edson Pavoni em colaboração com Rogério Oliveira, Rogério Zé, Alana Rizzo, Guilherme Bullejos, Gabriela Veiga, Giovana Madalosso, Rayane Urani e Jonathan Querubina, além de jornalistas e voluntários, mantém um memorial online para honrar cada uma das vítimas da doença no Brasil.

Se você perdeu um familiar ou pessoa próxima, pode escrever uma história ou responder o questionário para que um jornalista escreva a homenagem.

Conheça os detalhes no site www.inumeraveis.com.br

Ver apesar de tudo

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O seguinte artigo de Eduardo A. A. Almeida foi publicado originalmente no jornal Correio Popular. Na sequência, Gisele D. Asanuma lê um capítulo do livro "Assim foi Auschwitz".

Já li uma porção de coisas sobre o holocausto judeu na 2ª Guerra Mundial, ouShoah, em hebraico. Não porque sou aficionado pelo assunto, mas porque qualquer pessoa com um mínimo de sensibilidade e interesse histórico naturalmente se depara com livros, filmes, notícias, obras de arte, exposições, que de alguma maneira mantêm vivo aquele acontecimento. Há pouco li Cascas, misto de relato poético e ensaio produzido pelo filósofo e historiador da arte francês Georges Didi-Huberman após sua visita aos campos de Birkenau, hoje parte do museu de Auschwitz-Birkenau, na Polônia, onde colheu fotografias, impressões – de início intuitivas – e cascas de bétulas. Essas árvores são as poucas testemunhas remanescentes do genocídio perpetrado pelos nazistas naquele empreendimento sociopolítico que perseguiu judeus, en…

E-books gratuitos para a #quarentenaliterária

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Por que a Lua brilha, de Eduardo A. A. Almeida, pode ser baixado gratuitamente até o próximo sábado, 11 de abril. Basta clicar aqui e acessar o site da Amazon.

O autor também participa da 10ª coletânea do Núcleo de Dramaturgia do SESI - British Council. São ao todo 12 peças de escritores brasileiros contemporâneos, publicadas em dois volumes. Basta clicar e baixar os e-books: Volume 1 e Volume 2


Baixe agora mesmo e ajude a espalhar a notícia da #quarentenaliterária. Boa leitura!

#pandemiacritica em alto e bom tom

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A n-1 edições está disponibilizando em seu site a coletânea de textos #pandemiacritica. A ideia é fazer circularem pensamentos surgidos no calor dos acontecimentos da pandemia de Covid-19.

"Trata-se de explorar, ainda que intuitivamente, como esse evento mundial nos chega, perturba, atordoa, chacoalha, e talvez também abra brechas. Alguns dizem que depois disso nada será como antes. Numa era que parecia ter esgotado sua imaginação política, quiçá só uma pancada virótica seja capaz de nos despertar."
Gisele Asanuma leu em voz alta cada um desses textos, que você pode ouvir clicando nos links a seguir:

103. Espectros da catástrofe, de Peter Pál Pelbart.
102. Estamos entrando na era da extinção, de Franco "Bifo" Berardi.
101. Nossa humanidade, de João Perci Schiavon.
100. Neoviralismo, de Jean-Luc Nancy.
99. Um discurso de formatura com a mão esquerda, de Ursula K. Le Guin.
98. Para uma libertação do tempo: reflexão sobre a saída do tempo vazio, de Antonin Wiser.